A taxa de esforço é um dos números que mais pesa quando pede crédito: mede quanto do rendimento fica comprometido com prestações. O que muita gente não sabe é que, quando uma proposta tem mais do que um titular, a taxa de esforço deixa de ser individual, passa a contar a de todos os proponentes em conjunto. E isso, na maioria dos casos, joga a favor. Neste artigo explicamos como calcular a taxa de esforço quando há vários titulares, e pode testar os seus números no nosso simulador de taxa de esforço, mais abaixo.
O que é e como calcular a taxa de esforço
Calcular a taxa de esforço é simples: some as prestações mensais de crédito e divida pelo rendimento líquido do agregado. É a percentagem do rendimento líquido mensal que fica afeta ao pagamento de prestações de crédito, as que já tem e a nova que pretende contratar. Quanto mais alta, menor a margem para imprevistos, e é por isso que as instituições (e o próprio Banco de Portugal) lhe dão tanta importância. As novas regras do Banco de Portugal reforçaram precisamente estes limites.
De forma simples: taxa de esforço = (soma das prestações de crédito) ÷ (rendimento líquido) × 100. Já inclui a prestação do crédito que quer pedir e é habitualmente calculada com um teste de stress (uma subida hipotética das taxas de juro), para garantir que aguenta se as condições mudarem.
Taxa individual vs. taxa dos proponentes
A taxa individual olha apenas para uma pessoa: o seu rendimento e as suas prestações. Mas uma proposta de crédito pode ter mais do que um titular, os chamados proponentes (ou co-titulares). Quando isso acontece, a instituição não avalia cada um isoladamente: soma os rendimentos e as responsabilidades de todos e calcula uma única taxa de esforço conjunta.
Ou seja, o que conta no fim não é a taxa de nenhum dos proponentes em separado, mas a de todos os que constam na proposta, em conjunto.
Porque é que mais proponentes costuma baixar a taxa de esforço
Juntar proponentes aumenta o rendimento total que serve de base ao cálculo. Se o segundo titular tiver poucas ou nenhumas prestações, a soma dos rendimentos cresce mais do que a soma das prestações, e a taxa desce. Um exemplo ilustrativo:
Proponentes
Rendimento
Prestações
Taxa de esforço
Só o titular A
1 200 €
500 €
42%
A + titular B (sem créditos)
2 200 €
500 €
23%
No mesmo pedido, passar de um para dois titulares fez a taxa de esforço cair de 42% para 23%, mais folga e, normalmente, mais probabilidade de aprovação. (valores meramente ilustrativos)
Experimente no simulador de taxa de esforço
Juntar proponentes: o que ter em conta
Todos os proponentes ficam co-responsáveis pela dívida, respondem pelo crédito na totalidade, não por uma “parte”.
As prestações e dívidas de cada um também entram na conta: um segundo titular muito endividado pode não ajudar (ou até piorar a taxa).
Não confundir com avalista ou fiador: o proponente é titular do crédito; o avalista é uma garantia adicional, com um papel diferente.
Saber quem colocar na proposta, e como isso afeta a taxa de esforço, pode ser a diferença entre um “sim” e um “não”. Como intermediário de crédito vinculado, sem exclusividade, a Valoré analisa o seu caso, simula a taxa de esforço com os proponentes certos e acompanha o pedido junto das instituições com quem trabalha, sem custos para si. Fale connosco antes de avançar.
A Valoré, Lda. é intermediário de crédito vinculado, sem exclusividade, registado no Banco de Portugal sob o n.º 0008728. Não concede crédito. Este artigo tem caráter informativo e não dispensa a consulta das condições de cada instituição.
A Equipa Valoré é formada por profissionais de crédito e intermediação. Escrevemos sobre crédito e finanças pessoais de forma clara e rigorosa, para ajudar cada pessoa a decidir melhor.
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